O meu Pai perguntou-me se eu estava bem,
LOL
27 anos depois ele lembra-se.
Não respondi.
Nada me importa.
Por isso escrevo aqui.
Se eu estou bem?
Acho que sim, continuo a lutar contra a minha mente.
Tudo o que eu consigo pensar é em cortar os pulsos.
Ainda aqui estou por isso pode dizer-se que "estou bem".
O mais engraçado é que eu penso: mas porquê lutar contra isto?
E depois penso: Oh, aborrece-me. Ia doer.
Meh
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domingo, 8 de março de 2015
Jokes are the main plate today.
quinta-feira, 5 de março de 2015
The point of no return.
Here I am, knowing that I can't feel any longer.
But that's ok.
Because the world could never feel me either.
But that's ok.
Because the world could never feel me either.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
As coisas são o que são.
Foi-me diagnosticada depressão aos 16 anos.
A minha Avó notou que eu estava "sossegada demais" e levou-me ao médico.
Comecei a ser medicada.
Aos 17 tentei suicidar-me, algumas das circunstâncias que me levaram a isso já foram aqui escritas por isso não me vou alongar com motivos.
Neste momento não estou a ser medicada e cada dia é uma vitória.
Penso constantemente em suicidio e sinto-me como na primeira vez em que o tentei: que a minha vida não faz sentido e ás vezes nem mesmo o facto de saber que tenho amigos que iriam sentir saudades minhas me faz não chorar (onde quer que eu esteja, inclusivamente no meio da rua).
Magoo-me com facilidade e sou demasiado intensa nas minhas relações.
Dou sempre tudo o que tenho e, se sinto que isso não é suficente para as pessoas vou-me abaixo.
Lidar com isto não é fácil.
Este blog é a minha catarse.
Bastantes pessoas sabem da sua existência.
Poucas pessoas se dão ao trabalho de compreender que eu o tenho para me exprimir e continuam á espera que eu lhes tente telefonar pela milésima vez, embora não se dêm ao trabalho de o fazer.
A todas as pessoas que vem aqui para espreitar a minha mente:
Muito obrigada.
Não estou bem.
Mas hei-de ficar.
Adoro-vos a todos!
Estou numa fase negra, mas com o tempo tudo passa.
A minha Avó notou que eu estava "sossegada demais" e levou-me ao médico.
Comecei a ser medicada.
Aos 17 tentei suicidar-me, algumas das circunstâncias que me levaram a isso já foram aqui escritas por isso não me vou alongar com motivos.
Neste momento não estou a ser medicada e cada dia é uma vitória.
Penso constantemente em suicidio e sinto-me como na primeira vez em que o tentei: que a minha vida não faz sentido e ás vezes nem mesmo o facto de saber que tenho amigos que iriam sentir saudades minhas me faz não chorar (onde quer que eu esteja, inclusivamente no meio da rua).
Magoo-me com facilidade e sou demasiado intensa nas minhas relações.
Dou sempre tudo o que tenho e, se sinto que isso não é suficente para as pessoas vou-me abaixo.
Lidar com isto não é fácil.
Este blog é a minha catarse.
Bastantes pessoas sabem da sua existência.
Poucas pessoas se dão ao trabalho de compreender que eu o tenho para me exprimir e continuam á espera que eu lhes tente telefonar pela milésima vez, embora não se dêm ao trabalho de o fazer.
A todas as pessoas que vem aqui para espreitar a minha mente:
Muito obrigada.
Não estou bem.
Mas hei-de ficar.
Adoro-vos a todos!
Estou numa fase negra, mas com o tempo tudo passa.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Sem mácula... Sem desesperos.
Hoje notei uma diferença em mim.
Após meses (vá pronto.. Desde sempre que sou assim..) a deprimir e a chorar, hoje aconteceu-me uma coisa má e eu não chorei, não deprimi, não fiquei tão insanamente ultrajada que vomitei ou perguntei-me se serei eu o problema ou fiquei a matutar até ter ataques de pânico.
Passo a explicar, tive alguns problemas com os meus colegas de casa, dois deles para ser mais precisa.
Mas as coisas que eles me disseram foram não só bastante ofensivas e magoaram-me bastante como não poderiam vir em pior altura.
Embora eu ache sempre que estou no fundo do poço, ou que raramente saio de lá.. Acho de facto que cheguei a um ponto da minha vida completamente ridículo.
O meu Pai continua um alcoolico em "denial" que agora nem fala com a única pessoa que era capaz de ir ao fim do mundo por ele.
Sim, o meu Pai continua sem falar com a minha Avó..
E eu em parte compreendo a cena dele, porque a minha Avó dá sempre onde dói mais, e destrói-nos a auto-estima e mata-nos um bocadinho por dentro sempre que está para aí virada.
Mas uma coisa é ela dizer-me que eu não valho nada para descarregar para cima de mim pelo facto de o meu Pai ser alcoólico, outra coisa é tentar que o meu Pai não beba por ele ser exactamente issso.
Pensando melhor, acho que nunca saberei se eles têm uma relação "simbiótica", ou se o facto de ele ser alcoolico não será também em parte culpa dela.
Mas isso não desculpa o comportamento cobarde e completamente chupista dele.
Se acha que ela o trata mal que se mude!
Foi o que eu fiz.
Eu ia dizer: ELE NÃO PODE, mas ele pode.. Tanto pode que é o que está a fazer.. Está a matá-la aos bocados.
O meu Pai está a partir o coração da minha mãe de criação. E não há nada que eu possa fazer para mudar isso.
O meu Pai está a partir o coração da minha mãe de criação. E não há nada que eu possa fazer para mudar isso.
O meu Avô está com problemas cardiacos pelos vistos, como sempre ninguém me diz nem explica nada em condições mesmo eu perguntando. Não devo ser de confiança para eles, ou não deve valer a pena falar comigo.
Serei para sempre invisível nesta família.
Trabalho 6 dias por semana num restaurante e, embora seja "gratificante" estar num sitio onde não me tratam mal e ou onde não tenho de vender a alma ao diabo para ganhar uns trocos (leia-se fazer vendas ou enganar velhinhos com truques de marketing para fazerem créditos no banco)... Ganhar 350 euros por mês de gratificante não tem nada e tem-me feito passar fome.
Se eu podia pedir dinheiro ao paizinho? Claro que podia!
Mas sou demasiado orgulhosa para isso.
E apesar de ter perdido peso continuo gordinha.
Possivelmente um bocado anémica.. Mas com curvas na mesma.. So I guess it's cool, it's under control for now.
No campo amoroso já se sabe que sou uma nódoa.. Os daddy issues lixam-me sempre.
Ya, eu sou dessas...
Palavras bonitas de gajos inteligentes deixam-me doida e acho sempre que vou ser feliz para sempre porque a puta que me apareceu à frente assim mo diz.
Nunca mo prova, fica-se pelas palavras bonitas.
Por vezes querem-me para me vergarem ou pela emoção de me verem com medo de me entregar ao que sinto. Outras vezes querem-me como namorada troféu. Mas eu não sou barbie nem bimba o suficiente para ir nessas modas e há sempre chatices quando me apercebo que na realidade não gostam sequer de mim ou querem sequer saber de como sou ou estou.
Mas acho que começo a ver o padrão, e acho que é altura de quebrá-lo.
Não posso continuar a suspirar pelos cantos por idiotas que me lembram o meu Pai e me tratam tal como ele: como se eu não valesse nada.
Mas acho que começo a ver o padrão, e acho que é altura de quebrá-lo.
Não posso continuar a suspirar pelos cantos por idiotas que me lembram o meu Pai e me tratam tal como ele: como se eu não valesse nada.
Maybe these are mommy issues aswell..?
Relativamente aos meus colegas de casa... Que eu pensava serem também amigos..
A única coisa que consigo dizer de momento foi que as coisas que eles me disseram e a forma como eles dizem ver-me chocou-me completamente. Especialmente porque por muitas falhas que eu tenha não sou de todo má pessoa ou má amiga.
Peco pela intensidade das minhas emoções e expectativas, pela agressividade das minhas palavras (my mommy taught me the bitch way, and that's the way to go!), mas sempre fui humilde o suficiente para pedir desculpa e tentar emendar-me se acho que errei.
Peco pela intensidade das minhas emoções e expectativas, pela agressividade das minhas palavras (my mommy taught me the bitch way, and that's the way to go!), mas sempre fui humilde o suficiente para pedir desculpa e tentar emendar-me se acho que errei.
As coisas que eles disseram de mim foram tão sem nexo e descabidas que a única coisa que me passou pela cabeça foi: " Se é isto que estes supostos amigos pensam de mim, não vale a pena refutá-los."
O meu outro colega de casa esteve presente na conversa e no final veio ter comigo, abraçou-me e começou a chorar.
O meu outro colega de casa esteve presente na conversa e no final veio ter comigo, abraçou-me e começou a chorar.
Ficou com "pena" de mim pela forma como as pessoas me tratam.
Ele sempre me avisou que isto de confiar nas pessoas ou ser "boazinha" demais não era bom e fazia com que as pessoas abusassem de mim.
Tinha razão. Tal como toda a gente que me tem dito o mesmo durante todos estes anos.
Mas tudo isso vai mudar, a lição foi aprendida, não preciso de mais tombos ou avisos.
Não, não planeio tornar-me uma bad girl.
Lutei demasiado tempo para me libertar de máscaras. Seria estúpido, errado e francamente não sei se conseguiria voltar a usar uma.
Mas vou tentar ser mais cautelosa.
De boas intenções está o inferno cheio.
Entrei nesta vida sozinha e dela sozinha vou sair.
Mas uma coisa é certa: Não fujo mais!
Mas uma coisa é certa: Não fujo mais!
Os novos inícios vão acontecer como e quando eu quiser.
Não quando uma crise me levar de novo para o poço e apareça um remendo milagroso para os meus males.
A vida faz acontecer!
Creio nisso com rendição.
Não vou ficar de braços cruzados. Mas também não torno a fugir!
A partir de agora vou andar de cabeça erguida na rua porque sou, por fim livre.
domingo, 25 de janeiro de 2015
A vida faz acontecer!
Hoje tive uma "epifania".
Lembrei-me que sempre fico desempregada e estou em apuros, de repente aparece-me um trabalhinho do nada e lá começo eu a labuta.
A vida faz acontecer quando eu preciso.
E depois pensei... E porque raio não me acontece isso no campo amoroso?
Pois... Se calhar acontece.
Lembro-me aqui há tempos quando tive um massive crush por um rapazito que eventualmente me fez uma massagem mas depois ficou chateado comigo quando falamos e eu fiz questão de dizer que não era uma qualquer e que não gostava de coisas sem compromissos (vulgo "dating but seeing other people" pelo que ele me explicou..) E mesmo depois de ele se ter chateado e eu me ter chateado, e termos voltado a falar mas nunca em termos amorosos porque, convenhamos.. O rapaz dizia que tinha necessidade de se exprimir sexualmente mas era só isso que queria de mim...
Assim do nada aparece-me na noite de halloween um homem (as opposed to the little boy I was crushing on), que do nada diz querer conquistar-me de corpo e alma (convenhamos, já o conhecia, mas a nossa história começou aí.).
Tentei levar as coisas com calma, mas ele era muito rápido no gatilho para mim e assustava-me imenso.
Eram mensagens no facebook com ramos de flores todos os dias, nos primeiros dias houve até telefonemas com montanhas de elogios.
Começamos a "sair", mas eu não só tinha pouco tempo por causa do trabalho como também fui sempre honesta e disse-lhe que sentia coisas por outra pessoa.
Ele não se pronunciou. Eu disse-lhe isso por mensagem e ele não me respondeu.
No dia em que dormimos juntos pela primeira vez eu senti-me extremamente vulnerável, não dormiria com ele se não estivesse interessada, e tinha tentado levar as coisas com calma mas já não estava com ninguém há muito tempo e tinha medo, muito medo de ser magoada. Senti-me vulnerável e só me passavam coisas estúpidas pela cabeça.
"É só para isso que serves!"
"É só para isso que te querem!"
"Nunca hás-de ser nada!"
"Não vales NADA!"
Chorei uma torrente de mágoas, estava diante de alguém que dizia gostar de mim.
Mas nem a minha família me ama!
Eu sabia que ia correr mal.
Eu sabia que nunca passaria do "gostar", o que é gostar afinal? Sentir-se afinidade por alguém?
No dia seguinte ele saiu de minha casa cedinho e não deu noticias nos próximos dias..
Senti-me como a pior merda de sempre, como se a minha vida fosse um loop infindável de casos amorosos falhados.
"É só para isso que serves." dizia-me ela.
"E nem nisso deves ser boa porque nem para isso te querem!"
"You will never find love. You know you are doomed."
Fui sair com uns amigos porque estava muito em baixo e encontrei um amigo. Amigo esse que me disse:
_" Ui esse? Nem te metas nisso, é só filmes!! É uma por semana, deve ter estado com umas vinte miúdas desde que abriu o bar!"
O caso piorou consideravelmente... Passei o resto da noite a chorar, e enquanto os meus amigos me abraçavam e diziam o quanto gostavam de mim eu "arrebitei" um bocado. Decidimos ir a um bar todo catita.
Quando chegamos vi que o cavalheiro com quem eu tinha dormido estava a fazer DJing... Ele vem na minha direcção e eu mostro-lhe o dedo. Já lhe tinha mandado uma sms a dizer que não o queria voltar a ver, mas ele podia não a ter visto e se ele se aproximasse mais eu ia chorar (ainda mais...).
Felizmente deu resultado, ele virou costas.
O tempo passou mas eu não me sentia melhor.
O Natal foi uma merda, eu já devia saber que não devia esperar sentir-me bem com a minha família..
Mas para começar bem, quando ia para casa dos meus Pais no Natal vi-o, e depois ele apanhou o mesmo comboio que eu!
Foi terrível tentar não chorar no comboio.
Sentia-lhe tanta raiva!
E, ele olhou para mim!
Eu pensei de imediato: "ainda goza comigo... Que bom!"
O Natal com a minha família deixou-me totalmente em baixo.
O meu Pai bebeu demais, a minha avó descarregou para cima de mim e eu senti-me completamente vazia.
Voltei para casa e fechei-me no meu quarto a chorar por dias a fio.
"Se tu fosses normal, nada disto acontecia. A tua família amar-te-ia e serias completa.""Sacana de merda, não mereces a comida que comes! Não vales nada!"
E eu senti-me outra vez como se estivesse no liceu. Mas desta vez a diferença não era a cor de pele, a diferença era que, a bem ou a mal toda a gente tinha uma família que os amasse e apoiasse, e eu continuava a sentir-me como se fosse simplesmente o saco de pancada que é invisível quando não é necessário.
Nada fazia sentido.
Quando voltei a sentir-me melhor comecei a fazer perguntas... "Porquê? Mas porquê?? Porquê sempre comigo?? Porquê eu?? Porquê sempre comigo??"
Não, não falo da minha família. Isso é outro capitulo da minha história que eu nunca vou encerrar.
Esta história não é sobre a minha família, por isso vou focar-me no principal.
Mandei mensagem ao cavalheiro, perguntei se ia estar por cá. Disse-me que essa semana não estaria.
Uma noite fui sair e encontrei umas amigas, perguntei-lhes se o tinham visto, disseram que sim. Fui ao bar dele e lá estava ele.
Disse-me que tinha acabado de chegar (o que não desculpa ter-me mentido.)
Combinamos que ele depois dizia alguma coisa, disse-me mais tarde e veio ter comigo a minha casa.
Abraçou-me. Só me apetecia chorar. Nem sabia o que dizer. Mas tinha tanto tanto para dizer!
Os beijos dele tomaram conta de mim e, embora disse-se não, dormi com ele. Pensei que poderíamos falar de manhã mas mal acordou foi-se embora outra vez.
Desta vez foram 2 semanas sem falar. Até que eu fui ao bar dele e ele disse-me que tinha acabado de chegar. Passei lá mais tarde e fiquei à espera, estava lá a amiguinha que lhe faz olhinhos a noite toda.
Foi-se embora com ela.
Uma noite ia para casa e encontrei um conhecido, convidou-me a beber um copo e fomos, a meio da conversa falamos de bad boys e eu ri-me (para não chorar), falamos então no "meu" bad boy.. O rapaz contou-me que as miúdas vinham dizer-lhe que o bad boy lhes prometia o mundo só para lhes saltar á cueca. E disse também que ele andava a saltar á espinha dessa amiguinha que lhe fazia olhinhos há meses. Senti-me tão mal que me fui embora logo a seguir.
Estava a chover e as ruas estavam desertas. Quando cheguei a casa estavam todos a dormir.
Ninguém me viu a chorar.
Comecei a sentir-lhe raiva.
Comecei a sentir vergonha e raiva de mim própria.
Aqui há tempos as minhas mamas começaram a inchar do nada. Uma noite senti-me enjoada e vomitei.
Fui para a cama e pensei no que poderia ser.
Quando me veio à cabeça gravidez, senti um nojo imenso de mim mesma.
Sentei-me e rezei.
Se estiver grávida a minha vida acabou.
Se é que alguma vez tive uma.
Fui falar com ele, ele riu-se da ideia e beijou-me.
Fiquei a pensar naquele beijo o resto da noite e parti um copo por estar tão distraída.
Estava no meu "intervalo" mas mal saí entraram clientes e fui repreendida por ter saído. Prometi que não o fazia, mas o resto da semana eu só pensava que queria voltar a escapar-me para estar com ele.
Não voltei a sentir-me enjoada ou a vomitar, mas as minhas mamas continuam inchadas e sensíveis.
Tenho medo.
Tenho muito medo.
Estive a falar com umas amigas, e "a sábia" que eu adoro ouvir falar, disse-me que lhe dava a impressão que o que se passava entre nós era mais "interferências" dos outros do que propriamente eu a agir sozinha ou a tirar as minhas próprias conclusões.
Mas a realidade é que me magoaste, interferências e opiniões dos outros aparte.
Magoaste-me muito! Muito mesmo!
A minha família magoa-me constantemente. E, eu não preciso de alguém que me faça o mesmo!
O que queres de mim afinal?
Ele disse-me a semana passada que podemos falar na próxima semana.
Mas vamos ver se se lembra.
Infelizmente quase aposto que se vai "esquecer" e ignorar-me outra vez até poder dormir comigo outra vez.
"É só para isso que serves!"
"Não vales nada, sacana de merda!"
And she will bleed...
A vida fez acontecer.
Deixei de me sentir atraída por um rapazeco um ano mais novo que eu, para sentir sentimentos estúpidos e profundos por um homem 9 anos mais velho que eu, com reputação de puta que passa a vida a ignorar-me e a pôr-me de parte mas diz que "gosta de mim".
will I ever learn?
Lembrei-me que sempre fico desempregada e estou em apuros, de repente aparece-me um trabalhinho do nada e lá começo eu a labuta.
A vida faz acontecer quando eu preciso.
E depois pensei... E porque raio não me acontece isso no campo amoroso?
Pois... Se calhar acontece.
Lembro-me aqui há tempos quando tive um massive crush por um rapazito que eventualmente me fez uma massagem mas depois ficou chateado comigo quando falamos e eu fiz questão de dizer que não era uma qualquer e que não gostava de coisas sem compromissos (vulgo "dating but seeing other people" pelo que ele me explicou..) E mesmo depois de ele se ter chateado e eu me ter chateado, e termos voltado a falar mas nunca em termos amorosos porque, convenhamos.. O rapaz dizia que tinha necessidade de se exprimir sexualmente mas era só isso que queria de mim...
Assim do nada aparece-me na noite de halloween um homem (as opposed to the little boy I was crushing on), que do nada diz querer conquistar-me de corpo e alma (convenhamos, já o conhecia, mas a nossa história começou aí.).
Tentei levar as coisas com calma, mas ele era muito rápido no gatilho para mim e assustava-me imenso.
Eram mensagens no facebook com ramos de flores todos os dias, nos primeiros dias houve até telefonemas com montanhas de elogios.
Começamos a "sair", mas eu não só tinha pouco tempo por causa do trabalho como também fui sempre honesta e disse-lhe que sentia coisas por outra pessoa.
Ele não se pronunciou. Eu disse-lhe isso por mensagem e ele não me respondeu.
No dia em que dormimos juntos pela primeira vez eu senti-me extremamente vulnerável, não dormiria com ele se não estivesse interessada, e tinha tentado levar as coisas com calma mas já não estava com ninguém há muito tempo e tinha medo, muito medo de ser magoada. Senti-me vulnerável e só me passavam coisas estúpidas pela cabeça.
"É só para isso que serves!"
"É só para isso que te querem!"
"Nunca hás-de ser nada!"
"Não vales NADA!"
Chorei uma torrente de mágoas, estava diante de alguém que dizia gostar de mim.
Mas nem a minha família me ama!
Eu sabia que ia correr mal.
Eu sabia que nunca passaria do "gostar", o que é gostar afinal? Sentir-se afinidade por alguém?
No dia seguinte ele saiu de minha casa cedinho e não deu noticias nos próximos dias..
Senti-me como a pior merda de sempre, como se a minha vida fosse um loop infindável de casos amorosos falhados.
"É só para isso que serves." dizia-me ela.
"E nem nisso deves ser boa porque nem para isso te querem!"
"You will never find love. You know you are doomed."
Fui sair com uns amigos porque estava muito em baixo e encontrei um amigo. Amigo esse que me disse:
_" Ui esse? Nem te metas nisso, é só filmes!! É uma por semana, deve ter estado com umas vinte miúdas desde que abriu o bar!"
O caso piorou consideravelmente... Passei o resto da noite a chorar, e enquanto os meus amigos me abraçavam e diziam o quanto gostavam de mim eu "arrebitei" um bocado. Decidimos ir a um bar todo catita.
Quando chegamos vi que o cavalheiro com quem eu tinha dormido estava a fazer DJing... Ele vem na minha direcção e eu mostro-lhe o dedo. Já lhe tinha mandado uma sms a dizer que não o queria voltar a ver, mas ele podia não a ter visto e se ele se aproximasse mais eu ia chorar (ainda mais...).
Felizmente deu resultado, ele virou costas.
O tempo passou mas eu não me sentia melhor.
O Natal foi uma merda, eu já devia saber que não devia esperar sentir-me bem com a minha família..
Mas para começar bem, quando ia para casa dos meus Pais no Natal vi-o, e depois ele apanhou o mesmo comboio que eu!
Foi terrível tentar não chorar no comboio.
Sentia-lhe tanta raiva!
E, ele olhou para mim!
Eu pensei de imediato: "ainda goza comigo... Que bom!"
O Natal com a minha família deixou-me totalmente em baixo.
O meu Pai bebeu demais, a minha avó descarregou para cima de mim e eu senti-me completamente vazia.
Voltei para casa e fechei-me no meu quarto a chorar por dias a fio.
"Se tu fosses normal, nada disto acontecia. A tua família amar-te-ia e serias completa.""Sacana de merda, não mereces a comida que comes! Não vales nada!"
E eu senti-me outra vez como se estivesse no liceu. Mas desta vez a diferença não era a cor de pele, a diferença era que, a bem ou a mal toda a gente tinha uma família que os amasse e apoiasse, e eu continuava a sentir-me como se fosse simplesmente o saco de pancada que é invisível quando não é necessário.
Nada fazia sentido.
Quando voltei a sentir-me melhor comecei a fazer perguntas... "Porquê? Mas porquê?? Porquê sempre comigo?? Porquê eu?? Porquê sempre comigo??"
Não, não falo da minha família. Isso é outro capitulo da minha história que eu nunca vou encerrar.
Esta história não é sobre a minha família, por isso vou focar-me no principal.
Mandei mensagem ao cavalheiro, perguntei se ia estar por cá. Disse-me que essa semana não estaria.
Uma noite fui sair e encontrei umas amigas, perguntei-lhes se o tinham visto, disseram que sim. Fui ao bar dele e lá estava ele.
Disse-me que tinha acabado de chegar (o que não desculpa ter-me mentido.)
Combinamos que ele depois dizia alguma coisa, disse-me mais tarde e veio ter comigo a minha casa.
Abraçou-me. Só me apetecia chorar. Nem sabia o que dizer. Mas tinha tanto tanto para dizer!
Os beijos dele tomaram conta de mim e, embora disse-se não, dormi com ele. Pensei que poderíamos falar de manhã mas mal acordou foi-se embora outra vez.
Desta vez foram 2 semanas sem falar. Até que eu fui ao bar dele e ele disse-me que tinha acabado de chegar. Passei lá mais tarde e fiquei à espera, estava lá a amiguinha que lhe faz olhinhos a noite toda.
Foi-se embora com ela.
Uma noite ia para casa e encontrei um conhecido, convidou-me a beber um copo e fomos, a meio da conversa falamos de bad boys e eu ri-me (para não chorar), falamos então no "meu" bad boy.. O rapaz contou-me que as miúdas vinham dizer-lhe que o bad boy lhes prometia o mundo só para lhes saltar á cueca. E disse também que ele andava a saltar á espinha dessa amiguinha que lhe fazia olhinhos há meses. Senti-me tão mal que me fui embora logo a seguir.
Estava a chover e as ruas estavam desertas. Quando cheguei a casa estavam todos a dormir.
Ninguém me viu a chorar.
Comecei a sentir-lhe raiva.
Comecei a sentir vergonha e raiva de mim própria.
Aqui há tempos as minhas mamas começaram a inchar do nada. Uma noite senti-me enjoada e vomitei.
Fui para a cama e pensei no que poderia ser.
Quando me veio à cabeça gravidez, senti um nojo imenso de mim mesma.
Sentei-me e rezei.
Se estiver grávida a minha vida acabou.
Se é que alguma vez tive uma.
Fui falar com ele, ele riu-se da ideia e beijou-me.
Fiquei a pensar naquele beijo o resto da noite e parti um copo por estar tão distraída.
Estava no meu "intervalo" mas mal saí entraram clientes e fui repreendida por ter saído. Prometi que não o fazia, mas o resto da semana eu só pensava que queria voltar a escapar-me para estar com ele.
Não voltei a sentir-me enjoada ou a vomitar, mas as minhas mamas continuam inchadas e sensíveis.
Tenho medo.
Tenho muito medo.
Estive a falar com umas amigas, e "a sábia" que eu adoro ouvir falar, disse-me que lhe dava a impressão que o que se passava entre nós era mais "interferências" dos outros do que propriamente eu a agir sozinha ou a tirar as minhas próprias conclusões.
Mas a realidade é que me magoaste, interferências e opiniões dos outros aparte.
Magoaste-me muito! Muito mesmo!
A minha família magoa-me constantemente. E, eu não preciso de alguém que me faça o mesmo!
O que queres de mim afinal?
Ele disse-me a semana passada que podemos falar na próxima semana.
Mas vamos ver se se lembra.
Infelizmente quase aposto que se vai "esquecer" e ignorar-me outra vez até poder dormir comigo outra vez.
"É só para isso que serves!"
"Não vales nada, sacana de merda!"
And she will bleed...
A vida fez acontecer.
Deixei de me sentir atraída por um rapazeco um ano mais novo que eu, para sentir sentimentos estúpidos e profundos por um homem 9 anos mais velho que eu, com reputação de puta que passa a vida a ignorar-me e a pôr-me de parte mas diz que "gosta de mim".
will I ever learn?
sábado, 3 de janeiro de 2015
Palavras.. Leva-as o vento!
Dizem-me muitas vezes que ''gostam'' muito de mim.
Não me digam isso por favor!
Não me digam que somos amigos se a minha opinião e amizade não contam!
Não me digam que gostam de mim se me vão ignorar quando vos apetece.
Palavras são só isso, palavras.
Mas eu prefiro que não as digam se não as sentem ou se não sabem o que isso significa.
Amizade para mim é um tipo de amor, e eu amo os os meus amigos, tal como amo a minha familia.
Se é para sermos conhecidos não me digam que somos amigos, é um desperdício da minha amizade e do meu tempo e faz-me sofrer.
Estou cansada de fingir que sou "normal", que não tenho picos de depressão em que penso em suicidar-me e choro incontrolávelmente.
Não peço que me ajudem ou que fiquem comigo nesses momentos.
Graças a Deus tenho Amigos de verdade, que estão comigo (há anos até!!) e realmente gostam de mim apesar disso.
Não sou um perigo para as outras pessoas, mas se me acham um perigo ou se se sentem ameaçados pela minha doença, por favor não voltem a falar comigo, nem se dêm ao trabalho de me olharem de lado por me acharem "estranha".
Isto já dura há tempo demais.
Está aqui a verdade toda para toda a gente ver.
Da minha parte não esperem mais máscaras.
Isso é para "pessoas normais".
Eu ando ás claras e não minto sobre aquilo que sou.
Não me digam isso por favor!
Não me digam que somos amigos se a minha opinião e amizade não contam!
Não me digam que gostam de mim se me vão ignorar quando vos apetece.
Palavras são só isso, palavras.
Mas eu prefiro que não as digam se não as sentem ou se não sabem o que isso significa.
Amizade para mim é um tipo de amor, e eu amo os os meus amigos, tal como amo a minha familia.
Se é para sermos conhecidos não me digam que somos amigos, é um desperdício da minha amizade e do meu tempo e faz-me sofrer.
Estou cansada de fingir que sou "normal", que não tenho picos de depressão em que penso em suicidar-me e choro incontrolávelmente.
Não peço que me ajudem ou que fiquem comigo nesses momentos.
Graças a Deus tenho Amigos de verdade, que estão comigo (há anos até!!) e realmente gostam de mim apesar disso.
Não sou um perigo para as outras pessoas, mas se me acham um perigo ou se se sentem ameaçados pela minha doença, por favor não voltem a falar comigo, nem se dêm ao trabalho de me olharem de lado por me acharem "estranha".
Isto já dura há tempo demais.
Está aqui a verdade toda para toda a gente ver.
Da minha parte não esperem mais máscaras.
Isso é para "pessoas normais".
Eu ando ás claras e não minto sobre aquilo que sou.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Yap.. I'm that kind of girl.
Eu queria tanto que a minha familia gostasse de mim que me esqueci de gostar de mim própria.
Whatever, self pity all the way.
Who cares anyways?!
Apetece-me escrever barbaridades aqui.
Neste blog semi secreto a que montes de gente tem acesso mas que preferem ignorar.
Aquela parte menos secreta do meu diário que eu "mostro"..
Sempre á espera do tal abraço que não vem.
É isso, a minha resolução do ano novo vai ser cortar com a minha familia e com todos os que não merecem estar nesta vidinha miserável que eu levo.
Merry christmas.
Whatever, self pity all the way.
Who cares anyways?!
Apetece-me escrever barbaridades aqui.
Neste blog semi secreto a que montes de gente tem acesso mas que preferem ignorar.
Aquela parte menos secreta do meu diário que eu "mostro"..
Sempre á espera do tal abraço que não vem.
É isso, a minha resolução do ano novo vai ser cortar com a minha familia e com todos os que não merecem estar nesta vidinha miserável que eu levo.
Merry christmas.
Tenho medo.
Facas..
Facas a passarem-me pelos olhos.
Mas não tenho coragem.. Ia doer.
Tento manter-me ocupada mas não consigo parar de chorar.
Nada faz sentido.
A minha existência não faz sentido.
Não há razão nenhuma para eu estar neste mundo.
Facas a passarem-me pelos olhos.
Mas não tenho coragem.. Ia doer.
Tento manter-me ocupada mas não consigo parar de chorar.
Nada faz sentido.
A minha existência não faz sentido.
Não há razão nenhuma para eu estar neste mundo.
Quero tomar um banho, mas sei que a banheira seria o melhor sitio da casa para me cortar por isso fico aqui.. Inerte.
A tentar parar de chorar.
A tentar deixar de me sentir assim.
Preciso de ajuda mas não vale a pena falar com ninguém.
Não me parece que eu vá durar até 2015.
A tentar parar de chorar.
A tentar deixar de me sentir assim.
Preciso de ajuda mas não vale a pena falar com ninguém.
Não me parece que eu vá durar até 2015.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Ok means 0 kills.
dreaming of liposuction suggests you have body image problems or you feel you are carrying too
many emotional burdens and you wish someone would take them away.
Não consigo...
Simplesmente não sei se consigo continuar assim.
Passei o Natal com a minha família, e chegou a um ponto em que eu cheguei a pensar em suicidar-me.
Se cortar os pulsos fosse indolor eu já cá não estava.
Merry fucking christmas!
many emotional burdens and you wish someone would take them away.
Não consigo...
Simplesmente não sei se consigo continuar assim.
Passei o Natal com a minha família, e chegou a um ponto em que eu cheguei a pensar em suicidar-me.
Se cortar os pulsos fosse indolor eu já cá não estava.
Merry fucking christmas!
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Today I had to let go of my wings.
Deitei-as fora.
Estão ali, num saco preto que vou deitar ao lixo.
Mas a minha vida está muito mais desarrumada sem elas.
Apanham pó e fazem-me mal ás alergias, mas eram um simbolo de uma parte de mim que a cada dia vejo mais longe, mais quebrada e distante.
Não posso ligar a ninguém.
Não vale a pena ligar a ninguém.
Not even my own family calls me back.
Wretched little girl..
In you go again.
There's no saving you now.
Estão ali, num saco preto que vou deitar ao lixo.
Mas a minha vida está muito mais desarrumada sem elas.
Apanham pó e fazem-me mal ás alergias, mas eram um simbolo de uma parte de mim que a cada dia vejo mais longe, mais quebrada e distante.
Não posso ligar a ninguém.
Não vale a pena ligar a ninguém.
Not even my own family calls me back.
Wretched little girl..
In you go again.
There's no saving you now.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Carta á menina que vive dentro de mim.
Não te prometo que consigas mudar as minhas lágrimas nocturnas.
Não te prometo que me cures a insónia ou as paranóias.
Mas prometo-te que vou tentar, mesmo.
Que vou tomar banho sempre que me sinta suja por dentro.
Até que a àgua lave este medo todo.
Prometo-te que vou ao médico mas não prometo deixar de fumar.
Acalma-me, torna-me mais eu.. Mais tu.
Prometo-te ser adulta e pensar melhor antes de reagir.
Prometo-te o mundo, o céu e a lua.
Mas não prometo deixar de ser sensivel.
Sabes que não somos assim, tu e eu.
A nossa sensibilidade vai mais além. E há-de sempre ir.
A propósito, prometo dar mais atenção ao animal que há em nós.
Sim, ao animal, ao meu eu interior que rosna quando soa o alarme.
Prometo dar-lhe bifes e presunto.
Prometo tratá-la bem e abraçá-la.
Ela reconhece antes de conhecer.
Gosto disso nela.
Prometo tratar-te melhor.
Tu mereces vá.
Anda menina ergue a cabeça.
Enche o peito, fuma um cigarro.
Prometo-te a lua!
Não te prometo que me cures a insónia ou as paranóias.
Mas prometo-te que vou tentar, mesmo.
Que vou tomar banho sempre que me sinta suja por dentro.
Até que a àgua lave este medo todo.
Prometo-te que vou ao médico mas não prometo deixar de fumar.
Acalma-me, torna-me mais eu.. Mais tu.
Prometo-te ser adulta e pensar melhor antes de reagir.
Prometo-te o mundo, o céu e a lua.
Mas não prometo deixar de ser sensivel.
Sabes que não somos assim, tu e eu.
A nossa sensibilidade vai mais além. E há-de sempre ir.
A propósito, prometo dar mais atenção ao animal que há em nós.
Sim, ao animal, ao meu eu interior que rosna quando soa o alarme.
Prometo dar-lhe bifes e presunto.
Prometo tratá-la bem e abraçá-la.
Ela reconhece antes de conhecer.
Gosto disso nela.
Prometo tratar-te melhor.
Tu mereces vá.
Anda menina ergue a cabeça.
Enche o peito, fuma um cigarro.
Prometo-te a lua!
sábado, 19 de julho de 2014
Depressão
Às vezes acho que a depressão é como o alcoolismo ou outra doença desse género.
Não vai embora, não a conseguimos controlar.
Mas ao longo do tempo aprendemos a esconder melhor os sinais de que ela está lá.
Não vai embora, não a conseguimos controlar.
Mas ao longo do tempo aprendemos a esconder melhor os sinais de que ela está lá.
sábado, 14 de junho de 2014
honra a teu Pai e tua Mãe.
Love is a weapon of massive destruction.
"_ Não lhe faltes ao respeito!! Ele é teu Pai!!!"
"_ Portanto ele pode gritar comigo e mandar-me calar quando eu não lhe fiz nada de mal nem lhe faltei ao respeito?!"
(Ele pode tratar-me como se eu fosse empregada dele..?? Pode beber e magoar-me a mim e à minha Avó e eu tenho de levar com tudo silenciosamente?!? Tenho de permanecer "the invisible help", the quiet punching bag??)
Ele fez-me partida e partiu-me ainda mais.
"_Tens de ser tolerante. Não te podes tornar amarga.. Olha se eu não fosse tolerante? Eu aguento e calo. Tens de fazer o mesmo."
" _ E por alguém sofrer outra pessoa também tem de sofrer? Por uma pessoa não ter duas pernas, o sofrimento de alguém que tem só uma perna deixa de ser sofrimento??"
Não entendo este suposto amor entre familiares.
Pessoas que me fazem mal mas que é suposto eu respeitar.
Talvez a minha psicóloga tenha razão.
Devia afastar-me da minha familia.
"_ Não lhe faltes ao respeito!! Ele é teu Pai!!!"
"_ Portanto ele pode gritar comigo e mandar-me calar quando eu não lhe fiz nada de mal nem lhe faltei ao respeito?!"
(Ele pode tratar-me como se eu fosse empregada dele..?? Pode beber e magoar-me a mim e à minha Avó e eu tenho de levar com tudo silenciosamente?!? Tenho de permanecer "the invisible help", the quiet punching bag??)
Ele fez-me partida e partiu-me ainda mais.
"_Tens de ser tolerante. Não te podes tornar amarga.. Olha se eu não fosse tolerante? Eu aguento e calo. Tens de fazer o mesmo."
" _ E por alguém sofrer outra pessoa também tem de sofrer? Por uma pessoa não ter duas pernas, o sofrimento de alguém que tem só uma perna deixa de ser sofrimento??"
Não entendo este suposto amor entre familiares.
Pessoas que me fazem mal mas que é suposto eu respeitar.
Talvez a minha psicóloga tenha razão.
Devia afastar-me da minha familia.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
The time for self pitty is gone.. I'm not a little girl anymore, time to move on.
Não escrevo há muito tempo..
A verdade é que tenho medo...
Tenho medo que as palavras que ecoam na minha cabeça me mandem de volta numa espiral depressiva.
Tenho medo de ceder aos meus medos se os traduzir de pensamentos para palavras..
A verdade é que tenho medo...
Tenho medo que as palavras que ecoam na minha cabeça me mandem de volta numa espiral depressiva.
Tenho medo de ceder aos meus medos se os traduzir de pensamentos para palavras..
sábado, 29 de junho de 2013
thought of the day:
I really need to stop missing people that don't belong in my life and don't deserve to be missed.
Now that was some girlie thinking!
fuck the world. - Emo mode... ON!
Now that was some girlie thinking!
fuck the world. - Emo mode... ON!
sábado, 25 de maio de 2013
It's been a while..
Há muito tempo que eu não escrevo.
Desde que estou aqui que tento mais uma vez ser invisivel e ficar no meu canto.. Tendo um quarto só para mim, (nem quero imaginar porquê...) torna-se mais fácil permanecer nas sombras.
Desde que me lembro de me tentar conhecer que me lembro de ser controlada pela minha Avó. Lembro-me das ameaças constantes, de ter de voltar para casa logo a seguir à escola e de ter medo de me distrair na conversa com algum colega... Medo e máscaras..
Ás vezes imagino que alguém me atira à cara que sou estranha, difícil, que alguém descobre as cicatrizes no meu braço e vê nelas os meus motivos de rancores passados e adormecidos. Quando penso nisso choro sempre, sinto-me como uma miúdinha abandonada que chora pelos pais mas que a dada altura percebe que não vai ser salva. A minha vida dava uma tragicomédia. Chega a ser hilariante a forma como eu às vezes me encho de esperança vã, para ser de novo posta no meu lugar... O posto invísivel do saco de pancada favorito, a pessoa favorita a quem cuspir veneno ou insultar.
Disse ao meu Pai que ele tinha sido uma Pai ausente... Ele disse que tinha sido ausente para o meu irmão, não para mim. Acho que ele não percebe que viver na mesma casa que eu e pagar as contas não quer dizer que ele tenha sido uma figura paternal presente. Se calhar devia ter-se preocupado mais comigo e menos com o alcool e as depressões. Se calhar devia ter-se preocupado em educar-me ou em impedir que a minha auto-estima fosse destruída quando me diziam que eu não valia nada e que não merecia o que comia.
Toda a gente me diz que tenho de ter paciência porque a minha avó é velhinha... Mas a minha avó sempre foi velhinha, e eu sempre fui a miúda da família. A minha opinião nunca contou para nada e nunca ninguém quis saber o meu lado da história ou o porquê de eu me sentir inadequada e triste quando estou com a minha família.
Sinto-me sozinha quando estou com a minha família. Sinto-me como se toda a gente se amasse tanto que me excluíssem porque nunca tive direito a esse amor.
Sinto-me invisível, como se os visse através de uma janela e visse o quão felizes eles sempre foram sem mim. O quão felizes eles são quando eu estou longe.
O amor é uma merda.
A vida é uma merda.
Ás vezes gostava de conseguir abrir as minhas veias e deixar escorrer todo o pús que consome a minha alma.. E a seguir rebentava a bolha de fumo negro que me envolve e me engasga lentamente, todos os dias mais e mais.
E fugia, e voltava a começar a minha vida num sítio qualquer, livre de máculas e memórias de uma infância reprimida e cheia de controlo e depressões e fel de vidas anteriores.
Desde que estou aqui que tento mais uma vez ser invisivel e ficar no meu canto.. Tendo um quarto só para mim, (nem quero imaginar porquê...) torna-se mais fácil permanecer nas sombras.
Desde que me lembro de me tentar conhecer que me lembro de ser controlada pela minha Avó. Lembro-me das ameaças constantes, de ter de voltar para casa logo a seguir à escola e de ter medo de me distrair na conversa com algum colega... Medo e máscaras..
Ás vezes imagino que alguém me atira à cara que sou estranha, difícil, que alguém descobre as cicatrizes no meu braço e vê nelas os meus motivos de rancores passados e adormecidos. Quando penso nisso choro sempre, sinto-me como uma miúdinha abandonada que chora pelos pais mas que a dada altura percebe que não vai ser salva. A minha vida dava uma tragicomédia. Chega a ser hilariante a forma como eu às vezes me encho de esperança vã, para ser de novo posta no meu lugar... O posto invísivel do saco de pancada favorito, a pessoa favorita a quem cuspir veneno ou insultar.
Disse ao meu Pai que ele tinha sido uma Pai ausente... Ele disse que tinha sido ausente para o meu irmão, não para mim. Acho que ele não percebe que viver na mesma casa que eu e pagar as contas não quer dizer que ele tenha sido uma figura paternal presente. Se calhar devia ter-se preocupado mais comigo e menos com o alcool e as depressões. Se calhar devia ter-se preocupado em educar-me ou em impedir que a minha auto-estima fosse destruída quando me diziam que eu não valia nada e que não merecia o que comia.
Toda a gente me diz que tenho de ter paciência porque a minha avó é velhinha... Mas a minha avó sempre foi velhinha, e eu sempre fui a miúda da família. A minha opinião nunca contou para nada e nunca ninguém quis saber o meu lado da história ou o porquê de eu me sentir inadequada e triste quando estou com a minha família.
Sinto-me sozinha quando estou com a minha família. Sinto-me como se toda a gente se amasse tanto que me excluíssem porque nunca tive direito a esse amor.
Sinto-me invisível, como se os visse através de uma janela e visse o quão felizes eles sempre foram sem mim. O quão felizes eles são quando eu estou longe.
O amor é uma merda.
A vida é uma merda.
Ás vezes gostava de conseguir abrir as minhas veias e deixar escorrer todo o pús que consome a minha alma.. E a seguir rebentava a bolha de fumo negro que me envolve e me engasga lentamente, todos os dias mais e mais.
E fugia, e voltava a começar a minha vida num sítio qualquer, livre de máculas e memórias de uma infância reprimida e cheia de controlo e depressões e fel de vidas anteriores.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Regrouping... I'll get there.
I was once told I was a volcano girl...
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Os meus dias no trabalho...
Móveis, depilações, cortinas, roupas, coisas novas.. A casa dos segredos... Carros e namorados..
Falam falam falam.. E eu desisti de ouvir.
Pronto, não sou normal!
Os meus interesses não incluem ver tv merda e não pretendo encher-me de coisas para preencher o vazio da minha vida... Comida talvez.. Coisas novas e brilhantes... Não.. Pelo menos não de semana a semana ou o que seja...
Argh, será assim tão difícil ter um trabalho onde consiga fazer amigos ou pelo menos não achar que a companhia das pessoas à minha volta... Just plain overrated..
Falam falam falam.. E eu desisti de ouvir.
Pronto, não sou normal!
Os meus interesses não incluem ver tv merda e não pretendo encher-me de coisas para preencher o vazio da minha vida... Comida talvez.. Coisas novas e brilhantes... Não.. Pelo menos não de semana a semana ou o que seja...
Argh, será assim tão difícil ter um trabalho onde consiga fazer amigos ou pelo menos não achar que a companhia das pessoas à minha volta... Just plain overrated..
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Invisível.
Parece que hoje é o dia dos inversos...
Sinto-me como se fosse de noite, as trevas rodeiam-me.
"As noites são piores.." Hoje é de noite!
Não percebo o que se passa.. Será por ter sonhado com ele?
Será que atingi o meu limite de fingir que está tudo bem?
Escondo-me atrás do computador e ninguém repara que estou a chorar.
Invisibility shield on! Still got it!
Uma coisa que eu reparo muito é que ultimamente as pessoas á minha volta não se importam com o que eu tenho para dizer, se eu falo sou imediatamente interrompida. Realmente neste sítio não tenho nada a acrescentar.
De alguma forma isso faz-me sentir melhor.
Tenho demasiado valor para gastar os meus esforços a integrar-me num sítio onde as pessoas trabalham com pessoas mas só querem saber de coisas materiais.
Sinto-me como se fosse de noite, as trevas rodeiam-me.
"As noites são piores.." Hoje é de noite!
Não percebo o que se passa.. Será por ter sonhado com ele?
Será que atingi o meu limite de fingir que está tudo bem?
Escondo-me atrás do computador e ninguém repara que estou a chorar.
Invisibility shield on! Still got it!
Uma coisa que eu reparo muito é que ultimamente as pessoas á minha volta não se importam com o que eu tenho para dizer, se eu falo sou imediatamente interrompida. Realmente neste sítio não tenho nada a acrescentar.
De alguma forma isso faz-me sentir melhor.
Tenho demasiado valor para gastar os meus esforços a integrar-me num sítio onde as pessoas trabalham com pessoas mas só querem saber de coisas materiais.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Noites...
As noites são piores..
As noites são sempre piores.
É à noite que toda a valentia me abandona e me deparo com a menina solitária e triste que vive dentro de mim.
É à noite que todos os fantasmas me rodeiam, num rodopiar de medos e sofrimento.
Tu não ligas, viras costas e vais à tua vida, ou vês o que escrevo e ignoras, dizendo que estás comovido com tais palavras. Não há uma réstia de paixão na nossa vida a dois que nem 6 meses tem.
Sinto-me seca e triste, como uma velha a quem só resta amargura.
As noites são piores..
Sempre infinitamente piores.
O meu melhor sorriso máscara cai sempre à noite, como as lágrimas aos tropeções na minha cara.
As noites são piores..
Finges que não reparas que estou magoada, infinitamente desiludida pela tua falta de amor por mim, continuas a pedir-me beijos tal criança que fez uma travessura e quer redimir-se. Sei como isto acaba. Mal te dou um beijo vais-te e voltas ao mesmo silêncio, à mesma falta de amor, carinho e paixão.
Falta amor no teu olhar... E paixão e carinho e tudo a que tenho direito mas que tu não me dás.
Magoas-me.
Magoam-me todos vocês, tu, o meu pai, a minha mãe, a minha avó, a minha família toda que se chateia porque eu fiquei desempregada (pela primeira vez na minha vida) embora não lhe tenha pedido nada mas que não se preocupa em saber se eu estou bem.
Magoam-me.
E eu estou farta de me sentir sozinha e desamada.
As noites são piores.
As noites são sempre piores.
É à noite que toda a valentia me abandona e me deparo com a menina solitária e triste que vive dentro de mim.
É à noite que todos os fantasmas me rodeiam, num rodopiar de medos e sofrimento.
Tu não ligas, viras costas e vais à tua vida, ou vês o que escrevo e ignoras, dizendo que estás comovido com tais palavras. Não há uma réstia de paixão na nossa vida a dois que nem 6 meses tem.
Sinto-me seca e triste, como uma velha a quem só resta amargura.
As noites são piores..
Sempre infinitamente piores.
O meu melhor sorriso máscara cai sempre à noite, como as lágrimas aos tropeções na minha cara.
As noites são piores..
Finges que não reparas que estou magoada, infinitamente desiludida pela tua falta de amor por mim, continuas a pedir-me beijos tal criança que fez uma travessura e quer redimir-se. Sei como isto acaba. Mal te dou um beijo vais-te e voltas ao mesmo silêncio, à mesma falta de amor, carinho e paixão.
Falta amor no teu olhar... E paixão e carinho e tudo a que tenho direito mas que tu não me dás.
Magoas-me.
Magoam-me todos vocês, tu, o meu pai, a minha mãe, a minha avó, a minha família toda que se chateia porque eu fiquei desempregada (pela primeira vez na minha vida) embora não lhe tenha pedido nada mas que não se preocupa em saber se eu estou bem.
Magoam-me.
E eu estou farta de me sentir sozinha e desamada.
As noites são piores.
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