Mostrar mensagens com a etiqueta if you only knew... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta if you only knew... Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Memories and loose thoughts..

Uma das coisas que me fez sair de casa tao cedo foi o querer ter controlo, sobre mim mesma, sobre a minha vida, sobre as minhas escolhas e opções.
Aos poucos sei que quando enveredei por esse caminho tornei-me mais bruta, ás vezes ainda fico muito na defensiva..

 Afinal de contas, para me conhecer tenho de me distanciar um bocado dos outros...

Tudo começa por uma opinião...
Uma opinião que alguém que nos é querido tem, e basta isso para nos fazer pensar da maneira errada, em vez de pensarmos no assunto, pensamos em agradar á pessoa, copiando a sua opinião.
 E é assim que começa o destruir de uma identidade..
Lentamente começamos a dissolver-nos e a transformar-nos em cópias, máscaras.
 Até que pouco resta e ninguém, nem nós próprios nos reconhecemos, e passado algum tempo perguntamos todos..


Afinal quem é esta pessoa?

 Percorri essa estrada e voltei, agora tenho de achar um meio termo.

 Afinal, toda a gente tem direito á sua própria opinião, mesmo que seja sobre a vida alheia...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Memories.. Máscaras e disfarces..

Há bocado ouvi uma música que me lembrou da minha adolescência..
Lembro-me de andar na rua, quase a correr.. Sempre com roupa vários tamanhos acima  (porque finalmente tinha possibilidade de escolher o que vestir.. E escolhi esconder-me.. Talvez também porque sempre me senti inadequada, um bocado invisível também.. Mas dado que era muito tímida acho que isso era inevitável.. )

Eu caminhava muito rápido, não corria porque uma senhora não corre.. É feio.. Mas caminhava rápido porque quanto mais rápido chegasse ao destino mais rápido ficava a salvo.. Não de um inimigo imaginário.. Mas quase..
Talvez de mim própria.. Mas principalmente a salvo de ser vista.
De alguém por engano reparar que eu existia. Andava também sempre de cabeça baixa para não olhar ninguém nos olhos..
Por muitos anos foi esse o meu disfarce fora de casa.
A roupa larga, os olhos no chão e o andar a correr..

Em casa tinha sempre o disfarce da menina bonita, que nem sempre conseguia disfarçar o facto de a amargura dos pais a fazer encher-se de um rancor que não sabia de onde vinha, e que o demonstrava a responder torto com uma raiva mal contida por vezes..

Acho que posso dizer que era raiva da vida, de mim, dos meus pais, da minha avó..
Deste país que apesar de me aceitar sendo uma pessoa de cor... Bem.. Demorou porra!
Olho para trás e percebo que isso foi necessário, para que a minha personalidade se formasse.
Tal como foram necessárias todas as minhas aventuras e desventuras..

Hoje apetecia-me desabafar.. Mas dou por mim que se calhar em certos aspectos da minha vida isso já não é necessário, já faz parte do passado. Já são capítulos de uma estória que avançou para partes mais felizes amortecendo assim as lágrimas do passado.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ás vezes..

Ás vezes, quando falas, uma dor aloja-se no meu peito e semeia a semente da discórdia.
E, ouço duas vozes sussurrar no meu ouvido, uma dizendo que perdi tudo o que tinha conquistado até agora, e me dei perdendo tudo o que era pelo caminho; outra dizendo que não se magoa quem se ama e que não houve tempo suficiente de maturação.
Tento defender-me mas não consigo, apenas choro e estranho esta pessoa tão alheia aos "eus" que já conheci.
A miúda que saiu de casa com 19 anos não choraria, e de certeza que a que se tornou hospedeira aos 20 também não, até a que se sentia terrivelmente sozinha em inglaterra e em Madrid.
Então... Quem és tu?
Porque choras tanto com umas palavrinhas?
Porque confias o teu coração sempre tão esperançosa sabendo que o fundo "freaks will be freaks" e nem com o maior dos silêncios gritantes te farás entender.
Little girl, why are you back?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Porque não!

Não gosto de ser sensível..

Não gosto de gostar de ti!

Não gosto que pessoas que não deixei entrar no "meu espaço" me toquem..
Não gosto que pessoas que deixei entrar.. Saiam..

Não gosto de gostar de ti.

Não gosto que não gostes de mim.

Não gosto de sentir saudades tuas.
Não gosto de querer estar com alguém que não quer estar comigo.

Não gosto de me sentir abandonada,
Não gosto de sentir repulsa.

Não gosto de sentir que te persigo, especialmente para te perder sem nunca te ter.

Não gosto de sentir que me afastas.

Não gosto de me saber miúda, sensivel e cócó.. Perdida num mar de confusão que não faz sentido, como todas as outras..
Não gosto de saber que isso não chega..

Não gosto de me aperceber que eu não chego.