Mostrar mensagens com a etiqueta If only life was easy.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta If only life was easy.... Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sometimes beginnings aren't so simple, sometimes good-bye's the only way.

Pensei que conseguia.
Pensei mesmo que o amor superaria tudo.

De um momento para o outro apercebi-me que a única desculpa para a falta de amor... É a falta de amor.
E se não há amor...
Não vale a pena.

One step at a time.
Já comecei de novo antes e posso voltar a fazê-lo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Memories.. Máscaras e disfarces..

Há bocado ouvi uma música que me lembrou da minha adolescência..
Lembro-me de andar na rua, quase a correr.. Sempre com roupa vários tamanhos acima  (porque finalmente tinha possibilidade de escolher o que vestir.. E escolhi esconder-me.. Talvez também porque sempre me senti inadequada, um bocado invisível também.. Mas dado que era muito tímida acho que isso era inevitável.. )

Eu caminhava muito rápido, não corria porque uma senhora não corre.. É feio.. Mas caminhava rápido porque quanto mais rápido chegasse ao destino mais rápido ficava a salvo.. Não de um inimigo imaginário.. Mas quase..
Talvez de mim própria.. Mas principalmente a salvo de ser vista.
De alguém por engano reparar que eu existia. Andava também sempre de cabeça baixa para não olhar ninguém nos olhos..
Por muitos anos foi esse o meu disfarce fora de casa.
A roupa larga, os olhos no chão e o andar a correr..

Em casa tinha sempre o disfarce da menina bonita, que nem sempre conseguia disfarçar o facto de a amargura dos pais a fazer encher-se de um rancor que não sabia de onde vinha, e que o demonstrava a responder torto com uma raiva mal contida por vezes..

Acho que posso dizer que era raiva da vida, de mim, dos meus pais, da minha avó..
Deste país que apesar de me aceitar sendo uma pessoa de cor... Bem.. Demorou porra!
Olho para trás e percebo que isso foi necessário, para que a minha personalidade se formasse.
Tal como foram necessárias todas as minhas aventuras e desventuras..

Hoje apetecia-me desabafar.. Mas dou por mim que se calhar em certos aspectos da minha vida isso já não é necessário, já faz parte do passado. Já são capítulos de uma estória que avançou para partes mais felizes amortecendo assim as lágrimas do passado.

sábado, 17 de março de 2012

Ciclos..

Tira-se a alguém a liberdade e essa pessoa ainda pode sonhar.
Tira-se a essa pessoa os sonhos e essa pessoa fica sem nada…

Às vezes as pessoas chegam a determinada altura e descobrem que aquilo que os fazia sentir vivos lhes foi retirado… Dá-se então uma morte interior que começa por um tomar conta pouco a pouco pela amargura…
Vê-se muito disso em Portugal (e na Europa moderna com esta crise que se espalha como um reumatismo silencioso), jovens de 11 anos grávidas porque num momento de desespero tentaram sentir alguma coisa que não fosse o desespero quase comum a todos nestes tempos de pobreza de espírito (e de carteiras também)..
Jovens que se entregam num frenesim esperando assim que as suas vidas mudem para depois passarem a vida a cuspir fel á criança fazendo-a sentir-se culpada por simplesmente existir e, é claro.. Pela morte interior dos pais.
            Isto cria um ciclo.
            Chamemos-lhe o ciclo da dor… Porque a criança vai precisar de muitos estímulos exteriores e força de vontade para quebrar o ciclo. Normalmente os bairros sociais estão cheios de pessoas e ciclos.
Não estou a estereótipar! Morei num bairro social e falo do que vi..

sexta-feira, 23 de abril de 2010